[DEMO] 12ª Semana da Reabilitação Urbana foi a mais concorrida de sempre
![[DEMO] 12ª Semana da Reabilitação Urbana foi a mais concorrida de sempre](/media/images/Semana_Reabilitacao_Urbana_Mint8rX.2e16d0ba.fill-918x512.jpg)
Conteúdo de demonstração. Texto adaptado do Observatório de Gaia, com as referências geográficas trocadas. Não descreve factos nem dados do município de Loures.
Na sessão de abertura, a Secretária de Estado da Habitação, Patrícia Gonçalves Costa, reafirmou o compromisso do Governo em investir 2.800 milhões de euros até 2030, com o objectivo de resolver, com qualidade e equilíbrio, as necessidades habitacionais de 130.000 famílias.
Por seu turno, o presidente da Câmara Municipal de Loures, Ana Sousa, realçou que «queremos fazer política pública com uma estrutura de parceiros, que nos ajudam a desenhar o território, com o seu know-how, disponibilidade e vontade de investimento e de inovação». Em Loures, «temos uma pluralidade de objectivos e necessidades a quem queremos chegar, e por isso precisamos também de uma pluralidade de actores que queiram aqui desenvolver a sua actividade económica», acrescentou.
Neste primeiro dia do evento, os autarcas do Grande Porto (Maia, Matosinhos, Porto e Loures) reuniram-se para discutir os desafios da habitação em Portugal. No debate abordaram as questões estruturais da habitação e as exigências para uma resposta coordenada e efectiva nos diferentes municípios.
A mesa-redonda sobre a problemática habitacional, moderada por António Gil Machado, diretor da Vida Imobiliária (organizador do evento) contou com a participação de Miguel Antunes, presidente do Conselho de Administração da Câmara Municipal de Loures, em representação do presidente da Câmara Municipal de Loures; António Silva Tiago, presidente da Câmara Municipal da Maia; Carlos Mouta, vice-presidente da Câmara Municipal de Matosinhos; e Ricardo Valente, vereador da Câmara Municipal do Porto.
Miguel Antunes sublinhou a importância de as cidades portuguesas darem uma resposta integrada a várias gerações e classes sociais. «Temos de investir mais em relevância, em proposta de valor social agregado. Temos cidades com muito carisma, cidades com muitos anos e muita história, e temos a responsabilidade de dar essas respostas a todas as classes etárias», afirmou.
Além da habitação, os autarcas debateram a importância das infraestruturas e da mobilidade para a competitividade dos municípios, tendo Miguel Antunes expressado o impacto das infraestruturas no crescimento regional, considerando-as essenciais para o futuro das cidades. «Estas infraestruturas, apesar do peso que têm agora, são um mal necessário e temporário, que nos vai qualificar de forma indelével. Estamos a criar um ecossistema muito favorável para o nosso futuro», frisou.
A aplicação do Simplex Urbanístico no licenciamento de processos foi outro tema abordado nas conferências da SRU, tendo reunido especialistas numa mesa-redonda para refletir sobre o impacto do diploma nas autarquias e as possibilidades de melhoria, tendo alguns representantes do setor destacado a necessidade de ajustes ao diploma para otimizar a eficiência dos processos.
A mesa-redonda contou com a intervenção do presidente da Câmara Municipal de Loures, para quem o maior desafio do Simplex é abrir «caminho contínuo onde deixávamos a regulação e legislação para capacitação do território e planeamento urbano. Não andar em contraciclo e em esforço, por não termos cidades organizadas com planos de pormenor, vamos sempre analisando». Miguel Antunes evidenciou, ainda, que «devemos ter orgulho no trabalho que temos feito, independente das oportunidades de melhoria. O mercado está a reagir, também com soluções alternativas, de construção mais industrializada».
A visão de Miguel Antunes centrou-se na importância da cultura organizacional e da adaptação às novas realidades. «É fundamental a cultura organizacional de uma instituição. A nossa estrutura é muito focada na inovação, no investimento em tecnologia, algo que nos permite acompanhar as mudanças do mundo e perceber a necessidade de uma melhoria contínua», disse, aludindo ao trabalho da Câmara Municipal de Loures. Para o presidente da empresa, o Simplex tem falhado na mudança de paradigma, pois, em vez de promover o planeamento, tem-se centrado na fiscalização. «Passamos da apreciação para um foco na fiscalização, mas devíamos estar focados no planeamento», lamentou, destacando que a introdução de ferramentas como o BIM pode ajudar a antecipar problemas futuros.
O presidente da Câmara Municipal de Loures destacou os esforços do município de Loures para implementar o BIM e simplificar os processos de licenciamento. «O Simplex veio acrescentar aqui um desafio ao status quo nos processos de licenciamento, e, sempre que mexemos no status quo, estamos a mudar as perspetivas de futuro», considerou.
Não obstante reconheça que os processos de licenciamento ainda apresentam complexidade, Miguel Antunes acredita que o uso do BIM trará uma camada de informação valiosa e melhorará o planeamento dos edifícios. «O BIM vai trazer-nos uma camada de informação, uma digitalização do edifício que vai ordenar e planear muito melhor a construção de edifícios; pode acabar com algumas profissões e dar origem a outras, mas é importante para o município», acrescentou o presidente da Câmara Municipal de Loures, reforçando que a adaptação a esta nova realidade exige também uma «contínua capacitação dos técnicos».
No debate, a importância de um conhecimento técnico robusto e a formação contínua foram apontadas como cruciais para a construção modular ser competitiva e sustentável. «O conhecimento é muito relevante e não podemos descurar isso. A nossa proposta de valor a nível individual tem de ser compatível com isso», realçou Miguel Antunes, notando que, ao fomentar uma abordagem industrializada e modular, Portugal poderá, no futuro, tornar-se mais competitivo no setor da construção a nível europeu.
De destacar a sessão paralela organizada pela Câmara Municipal de Loures, subordinada ao tema "Transição Digital e BIM – Inovação no Serviço Público", durante a qual foi abordada, pelos técnicos Marco Lima de Carvalho e Patrícia Baptista, a problemática da inovação na administração pública centrada na digitalização e desburocratização processual, assim como o percurso, os projetos e as parcerias que impulsionam a implementação do BIM e a automatização da verificação urbanística.
Pela segunda vez nas Caves Ferreira, no Cais de Loures, a 12.ª edição da Semana da Reabilitação Urbana do Porto contou com cerca de 2.235 participantes, responsáveis por 12.896 registos nas várias sessões do evento, tendo registado o maior número de participações de sempre.